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Cuíca

Rafael Vieira
Diretor de Cuíca

Também conhecida como puíta (de pwita, na Angola) a cuíca é semelhante a um tambor, mas lacrada apenas na parte de cima, em cuja membrana se fica presa ao centro, na parte interna, uma haste geralmente de bambu. O som da cuíca é um roncado muito característico, acionado pela fricção com os dedos na haste interna e um tecido úmido. Concomitantemente à essa fricção na haste, pressiona-se com os dedos a parte externa da pele, o que gera roncados mais graves ou agudos.

As cuícas também podem ser feitas de madeira ou acrílico, mas sua grande maioria é feita de metal. Uma curiosidade bacana é que o instrumento ancestral que deu origem à cuíca era usado por caçadores africanos para atrair leões em suas caçadas. Acredita-se que ela veio para o Brasil trazida por escravos africanos Bantos.

Agogô

Assim como a cuíca, o agogô também tem suas origens na África, onde também é chamado de Gã. A palavra “agogô” vem do yorubá, da África Ocidental, e significa “sino”. É, portanto, um instrumento musical composto por dois ou mais sinos (campânulas), que geralmente são cones de metal, presos entre si pelos vértices a uma base de apoio, com tamanhos e timbres diferentes, o que lhes permite a emissão de notas musicais variadas e até frases melódicas através da percussão de uma baqueta de madeira nos orifícios das campânulas.

Existem versões do agogô feitas com quengas de coco ou do ouriço de castanhas, possivelmente de origem indígena. Acredita-se que os agogôs são os instrumentos mais antigos do samba.

Amaurílio
Diretor de Agogô

Tamborim

Mariana Vale
Diretora de Tamborim

Os tamborins são um corpo cilíndrico lacrados por uma pele em apenas um dos lados, possuindo apenas 15 cm de diâmetro e 5 cm de altura. E apesar do nome ser uma variação do termo “tambor”, no caso do tamborim, a armação que recebe a membrana não constitui uma caixa de ressonância, mas tão somente uma estrutura que serve de apoio para esticá-la em fortes tensões, bem como para ser apoiada por uma das mãos.

O tamborim também pode ser feito de madeira ou acrílico, mas em geral são de metal, formando par com uma baqueta, que é utilizada para percuti-lo e emitir um som muito agudo. Notadamente é um dos instrumentos mais importantes principalmente no samba moderno, posto que define “desenhos” e frases com o som de suas batidas. Existe variados tipos de batidas de tamborim, sendo o famoso “carreteiro” a sua levada básica.

Chocalho

O termo chocalho é genérico, utilizado para vários instrumentos que emitem som por vibração provocada por agitamento e atrito entre suas partes sólidas. Os mais conhecidos são os de recipientes ocos que contém pequenos objetos de boa acústica, como o ganzá e o caxixi; bem como as soalheiras, representada por exemplo pelos chocalhos de chapinhas para bebês.

Numa bateria, o chocalho utilizado é a soalheira, que leva esse nome por causa das soalhas, chapinhas geralmente redondas e de metal, conhecidas também como platinelas, que são aglomeradas e perfuradas ao centro, por onde lhes passam uma haste. Várias hastes contendo várias soalhas ficam fixadas em paralelo ao longo de um suporte de madeira ou metal, que são agitados no sentido das hastes, causando o atrito dessas platinelas.

Barbará Lia
Diretora de Chocalho

Caixa de Guerra

Lucas Lourenço
Diretor de Caixa

As caixas ou caixas de guerra também são tambores cilíndricos, porém, bem menores. Geralmente são com diâmetro de 12 ou 14 polegadas, lacradas por duas membranas sintéticas sob um aro metálico tensionado por hastes e possuem uma esteira ou bordões metalizados em um dos lados, o que garante um som repicado e de agudez intermediária.

Elas são executadas com as duas mãos com uso de baquetas e em movimentos muito rápidos; motivo pelo qual, em geral, são os instrumentos que executam mais notas musicais dentro de um compasso. A caixa marca o andamento da música e, por realizar diferentes levadas e floreios rítmicos, é conhecida como o instrumento que notadamente caracteriza e diferencia as baterias.

Repique

Também conhecido como repinique, são tambores semelhantes às caixas, porém mais alongados, sem os bordões e sob uma tensão bem maior, tocados com uma mão livre e a outra segurando uma baqueta, o que lhes confere uma levada com bastante suingue e recheada de agudos.

Assim como as caixas, os repiques também fazem o trabalho de andamento da música, e com elas formando que chamamos de “a cozinha da bateria”. Entretanto, são fundamentais também para a condução musical da bateria por anunciarem a entrada dos demais instrumentos, conhecido como a “subida”, bem como possuem liberdade para solos.

Anderson Florencio
Diretor de Repique

Marcação

Thiago Lourenço
Diretor de Marcação

Conhecidos como MARCAÇÕES, os surdos são grandes tambores cilíndricos lacrados em ambos os lados, geralmente com pele de cabra, que emitem sons essencialmente graves. São tocados com uma baqueta grande (maceta) e são considerados o “coração de uma bateria”, pois sua principal função é fornecer o “pulso”, a referência de tempo para os ritmistas.

Numa bateria clássica identificamos três tipos de marcações: as de primeira, as de segunda e as terceiras. Quanto maiores, mais grave o som. As primeiras possuem em média 75 cm de diâmetro e fazem juntamente com as segundas o ritmo binário típico do samba, onde estas “respondem” àquelas com um som um pouco menos grave, por serem uns 15 cm menores em diâmetro. As terceiras possuem em média 40 cm de diâmetro e fazem um ritmo sincopado, com certa liberdade, preenchendo os espaços dentro dessa célula rítmica de base.